Terça-feira, 19 de Junho de 2007
e aqui termina...
não era minha intenção, quando aqui vim parar... ou quando os mesmos me trouxeram aqui... era para escrever umas parvoíces, dizer umas coisas, falar de umas lágrimas, descarregar a irritação que me consome... não era minha intenção... mas depois tornou-se demasiado óbvio... será??? isto está aqui há tanto tempo... será que pode sobreviver tanto tempo??? já não há o impulso do primeiro post, a necessidade de escrever... o que quer que seja que me pode impulsionar... a verdade é que, o que quer que fosse que estava lá no início e que era o fio condutor desta saga foi esquecido, ou quebrado ou simplesmente desapareceu... daí que esta intenção, ainda que não premeditada, já dava sinais... como tudo na vida os sintomas estavam à vista... e os sintomas eram os cada vez menos numerosos posts... há coisas que só sobrevivem se lhes dermos atenção... e eu, ainda que quisesse dar atenção, não conseguia... havia sempre alguma coisa à frente. o cansaço, os estudos, os olhos que não permaneciam abertos tempo suficiente, tudo sempre à frente... depois, era cada vez mais estranho sentar-me para fazer isto, só para fazer isto.

ainda que nada o previsse... passou a haver uma distância. uma distância entre o início de tudo isto, lá nos tempos idos de não sei bem quando - mas que já foi muito - e o agora, em que o fulgor e o fôlego estão a zeros e em que necessária era uma nova lufada de ar fresco, mas nada faz prever essa que seria uma das sete maravilhas do mundo... é assim que me despeço... talvez por agora (nunca se sabe se o tal fôlego me apanha desprevenida!) ou noutro lugar, noutro sítio, noutra morada a dizer parvoíces ou a escrever sobre assuntos muitos importantes... vou dizer inté! que é um misto entre o adeus definitivo e o até amanhã que fica ali ao virar da esquina...



Domingo, 6 de Maio de 2007
quem é a primeira no ranking mundial, quem é?
  foi simplesmente um impulso... como se, de repente estivesse a ser teletranspotada para aquele local, que fosse eu uma das pessoas em pé nas bancadas do pavilhão atlântico, a gritar inconfundivelmente o nome 'Vanessa! Vanessa!' a verdade é que, mesmo do lado de cá do televisor senti um arrepio de emoção, como se também tivesse sido contagiada pelos gritos ecoando... a verdade é que não é todos os dias que vemos uma campeã mundial atravessar a meta, vestir as cores portuguesas e fazer três modalidades ao mesmo tempo... Vanessa (sim, com letra grande, como têm direito  as grandes campeãs, aquelas que ficam conhecidas na história) é uma verdadeira heroína... afinal, ela nada, corre e anda de bicicleta, tudo numa só prova!!! e, para mais, não nas melhores condições físicas...!!! é preciso ser de fibra!!! daí que nenhum dos vivas, das palmas, dos gritos emotivos tenha sido em vão ou sem importância...

  foi simplesmente enternecedor!!! ver todas aquelas pessoas ali, juntas, por algo que não um jogo de futebol... pelos vistos andamos no bom caminho... palminhas para a Vanessa!!!



Sexta-feira, 4 de Maio de 2007
well, well, well...
sento-me em casa e entro aqui sem querer... envio uns e-mails pelo caminho, escrevo umas palavras sem pensar muito sobre o assunto, fico com a sensação que nenhuma delas faz sentido, olho duas e três vezes de esguelha para o ecran do computador, mas não fixo nada durante muito tempo. para quê olhar se tenho a certeza de que nenhuma daquelas tem a capacidade de fazer parar quem por aqui passar. faço um sorriso para ninguém e tento formar as palavras que entretanto vão abrindo caminho através da música que soa aos meus ouvidos.

depois algo me perturba... não sei se as notícias, se o facto de me cansar de repente de estar sentada, de estar aqui em frente do ecran, a escrever palavras sem sentido (ou com demasiado sentido) me fez, de repente, esmorecer... perdoem-me! a verdade é que tantas são as coisas incompreensíveis que mesmo as que não o são o serão também...



Quarta-feira, 2 de Maio de 2007
interrogar...
a questão é premente... estamos sempre a interrogar... o quê, como, quando, em que local. curiosidade premente, morbidez excessiva ou necessidade inacta de querermos saber sobre as coisas, sobre todas as coisas. a questão que se coloca é a de saber quando devemos perguntar, quando podemos perguntar, quando a pergunta não se torna um verdadeiro fardo para nós e não nos enche de uma mágoa e de uma tristeza que não conseguimos suportar...

saber perguntar: devemos anotar a pergunta? devemos anotar a resposta? como é que devemos fazer a pergunta? que tom de voz é que devemos dar à pergunta? parece, sem dúvida, uma pergunta sem resposta... que dizer? cada um é como cada um e nenhum de nós é igual... pode haver alturas em que a ignorância é o melhor dos mundos em contraposição com a sabedoria e o conhecimento. doi menos. magoa menos. entristece-nos mesmo.

mas, às vezes a interrogação pode libertar... pode, pelo menos, dar-nos uma direcção e libertar a nossa mente e a nossa vida de algumas das amarras que quisémos criar mas que não nos servem... às vezes interrogar é o nosso caminho, é a nossa liberdade sem regresso...



Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
'i don't feel like dancing'?????

 'can you hear me? come on now! i need your feeling now!' relax? dance all night!  podia dizer que foi pequenino (na verdade, pareceu-me demasiado curto... por mim teria mantido os pés em pleno movimento por mais uma ou duas horas, ainda que eles já começassem a dar sinal do cansaço acumulado num dia de trabalho... se bem que sem qualquer esforço físico...)

 

  a verdade é que as coisas começaram bem... primeiro com uns loto irrepreensíveis, a tocar as suas músicas conhecidas (inclusivamente uma das pessoas no público, estrangeira, após ter dito que era uma posição difícil, esta de fazer o concerto de abertura dos magníficos, reconheceu uma das músicas da rádio... será que ela também anda a ouvir a antena 3???) e a dizer que o que os mantém vivos é mesmo o rock 'n roll (a nós também, pequenos... e não só o rock 'n roll... outras coisas à mistura incluindo... de tudo um pouco e muita coisa esquisita...). Depois, uma viagem até 'back to discos', cantada e dançada em total delírio ('sex in a heart beat, so it's back to discos, back to discos'), um adeus à malta e até! as luzes que voltaram, o retomar o fôlego (sim, aqui os cotas dançaram do princípio ao fim, para mostrar ao pessoal jovem que ainda têm pedalada para a coisa.... e têm, não têm????)

 

   depois o fabuloso dj, cujo nome.... puff! foi dito, tentado memorizar e depois esquecido (mas, graças à maravilha da internet, num instante se poderá encontrar o nome do rapaz eclético que pôs o coliseu de lisboa a dançar em delírio... ou pelo menos aqui as cotas continuaram a dançar em delírio... os jovens não aguentaram a pedalada!)

 

  a meio do espectáculo, quem diria? enter sadman, dos metallica.... sem que nada o esperasse... ou que o público o esperasse... mas há músicas que não têm memória... ou que são imemoráveis...em delírio cantámos metallica, ainda que se tratasse de um concerto completamente diferente, e batemos palmas a duas crianças vestidas com t-shirts cor de rosa onde brilhava uma tesoura gigante e que saltavam e dançavam em pleno contentamento...

 

  nós? continuámos a dançar como se de repente o palco do coliseu se tivesse tornado uma praia gigante, com as ondas a bater lá ao fundo e o chão debaixo de nós se tivesse transformado em areia, sobre a qual permaneciam os nossos pés descalços, irrequietos...

 

 depois... as palmas tornaram-se mais intensas, mais cheias, mais tudo e o dj, que apesar de nos ter divertido, de nos ter posto a dançar e a cantar em altos berros (sim, nos concertos canta-se em altos berros....), teve de nos deixar... aliás, todos queriam o espectáculo, queríamos ver as tesourinhas a cantar e a dançar...

 

  assim, como veio, foi... partiu e deixou-nos, com as luzes a decairem, lentamente e a povorarem a escuridão entusiasmada de preparação para.... tambores a rufar.... SCISSOR SISTERS!!!!! brilho, glamour, muitas plumas, uma interacção com o público sem senão (afinal Lisboa passa a Lesboa???), uma infinidade de músicas conhecidas, dançáveis, que puserem (finalmente!!!) o coliseu em peso a saltar e a fazer coreografias estranhas, esquisitas, sem que ninguém se apercebesse muito bem o que estava a acontecer ou a fazer... happy faces... toda a gente inspirada na sua própria dança... filthy gorgeous, comfortably numb em climax e um final com i don't feel like dancing e take your mamma out... fazem-nos lembrar que a vida são dois dias (ou será três, com o carnaval???) e que, de certeza absoluta, um deles é para dançar all night long... o que só pode ser ao som de scissor sisters!!!! e de 'i don't feel like dancing'!!! (ainda que possa parecer um verdadeiro contrasenso)....




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